sexta-feira, 18 de maio de 2012

Flor de jardim

Andando pelos jardins da vida,
Da babilônia até os jardins de cemitério,
Não encontrei uma flor sequer
Que coubesse em minha lapela...

Vaguei os mais distantes mundos...
Determinado a ser o mais bonito da festa!
Procurando a flor mais linda
Que coubesse em minha lapela...
 Até que, um dia, eu cansei de procurar,
Sei que não me pertencia a coroa
De pessoa mais bonita da festa,
Pois não encontrei a flor perfeita
Que coubesse em minha lapela...

Depois de alguns dias, me postei a observar,
A flor que em minha janela sempre esteve,
Vendo o tão quão, pra mim, era perfeita,
Tanto ao final do arrebol, quanto aos raios do luar.

Recoloquei minha camisa, simplesmente pra testar,
Se a flor que vivia na minha janela,
aquela, sim aquela,
Que cultivei com muito carinho,
cabia em minha lapela...

 E pra meu grande espanto, alegria e contentamento,
A flor se encaixa perfeitamente naquele espaço...
Esse espaço que demorei a preencher.
Mas finalmente, encontrei a mais linda flor,
Que coubesse em minha lapela...

O tempo que perdi procurando uma flor,
Transformou o meu mundo, o significado das palavras...
Transformei tudo o que deveria ser transformado...
Você em minha flor, lapela em meu coração,
Pois posso não ter sido a pessoa mais bonita da festa,
Mas encontrei a flor que fez meu mundo, dentre os mundos,
O mais bonito e perfeito,
Só pela flor que está em minha lapela...

O tempo do amor

Transformar em eterno, O que é de momento...
Transformar em agora, O futuro distante...
Um amor tão terno, Caminha bem lento,
Transforma a hora num simples instante...

A mais simples forma de exprimir o que sinto,
É olhar em teus olhos e dizer que te amo,
Olhar em teus olhos e dizer que te amo,
É a mais simples forma de exprimir o que sinto...

Num simples instante Transformo a hora...
Caminhando bem lento Esse amor tão terno...
O futuro distante, Transformo em agora...
O que é de momento, Transformo em eterno...

sábado, 1 de outubro de 2011

Beleza oculta

A coisa mais bela
Que disseram-me que existia,
É uma grande bobagem,
Se comparada a minha opinião formada
De que, na realidade,
Bela é quem guardo em meu coração...

E não interessa a ti saberes quem é,
Pois eu sabendo,
O resto passa,
Sem a minha percepção...

domingo, 21 de agosto de 2011

O poder do julgamento

Julga!
Pois com a mesma severidade com que julgas,
Serás julgado sem misericórdia.
Por isso, quando julgares,
Julga com sabedoria,
Meça o que dirás e o que pensarás,
Não se equivoque
Antes de saber o que julgas,
Pois o julgamente prévio,
Não dá ao acusado
O tempo, e o direito de se defender.
Julgar não é pecado, todos, todo tempo,
são julgados ou julgam
O problema é, sem sobra de dúvida,
A consequência do teu julgamento...

sábado, 13 de agosto de 2011

Arranha-céu

Joguei-me da janela de um arranha-céu
Enquanto caía, revi minha curta vida
Passar diante dos meus olhos

No mesmo instante quis voltar,
vi que, a queda de morte iminente,
não valia mais a pena
era jovem, tinha muito a viver...

Mas já era tarde,
Tinha mais uns míseros quinze segundos de vida
E durante todo o resto do caminho pra morte
Desejei a vida intensamente
Assim como desejei estar ao lado de quem amo
Nem que fosse por aqueles breves quinze segundos
Já me daria por satisfeito...

O chão cada vez mais próximo
Só a fé me restava, com apenas mais dois segundos
De uma vida curta, sem rumo
Um baque surdo no chão,
O sangue escorrendo de minhas veias
Para fora do meu corpo, daquela carcaça que,
A vinte segundos atrás,
Havia se jogado do topo do arranha-céu
Mas, como num passe de mágica
Abri meus olhos,
Com o sol vindo diretamente no meu rosto
Pelo pequeno vão entre as cortinas...

Guerreiros

Guerreiros!
Da guerra, da vida, do cotidiano
Nem sempre são as rochas sólidas que aparentam,
Nem sempre o pranto se mantém escondido
Atrás dos olhos furiosos do guerreiro

Sentinelas choram, gladiadores choram
Samurais choram, guerreiros choram

Choram de medo de morrerem sozinhos,
Abandonados na guerra...
Choram de medo de perder a mulher que amam,
Os filhos que amam, a vida que amam...
Afinal, atrás do muro sólido de suas couraças
Há um coração que ama, que sofre, que sente,
Todas as emoções que ali couberem...

Sentinelas choram, gladiadores choram
Samurais choram, homens choram
Mas depois do pranto rolar até o solo sombrio
Dessa vida de fúria, sangue e morte,
O homem por trás da couraça se levanta,
Ergue a cabeça e segue em frente;
Isto que torna o homem que chora,
O homem por trás do sólido muro,
Um distinto e grande guerreiro...

domingo, 19 de junho de 2011

Reprimido

Reprimido me encontro em mim mesmo,
Num estado de insanidade intensa,
Não demonstrado em estado físico,
Para não aparentar a loucura iminente...

Por estar apaixonado meu pobre coração moribundo,
É que estou neste estado de prisão interna,
Como se meu corpo deleitado no vazio
Fosse o grande hospício de minha alma...

Que vontade e gritar para o mundo,
O meu mais profundo e doloroso silêncio...

Por sofrer todos os dias e todas as noites
Devido à culpa de uma pessoa inocente,
É que a loucura que se faz iminente,
Meu corpo já não à segura mais...

Meu berro vem em formato de poema,
Exprimindo meu doloroso e apaixonado sofrer...
Por isso, a minha grande vontade
É de gritar para o mundo
O meu mais profundo e doloroso silêncio...